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História Mães - UTI Neonatal



Mães se unem e encontram forças para enfrentar internação na UTI Neonatal

Grupo se conheceu em um momento difícil, há quatro anos, e a amizade perdura até hoje

 

 

 

 

 

Há quatro anos, seis mulheres que não se conheciam viram suas vidas se cruzarem em função do destino dos filhos. Juliana, Sibelle, Anne, Adriana, Heliane e Valdenia tiveram seus partos realizados entre maio e julho de 2014. Em comum, a UTI Neonatal do Hospital Esperança, onde seus bebês precisaram ficar internados. Desde então, uma forte amizade e o compartilhamento de histórias de dor, fé, superação e celebração da vida uniu o grupo. A amizade entre as mães e as crianças perdura até hoje.

 

Heliane Falcão, advogada, moradora de Caruaru, mãe de Sofia, conta que soube que sua filha nasceria antes do período previsto devido a uma trombofilia. Sofia foi a menorzinha do grupo, nasceu com apenas 695 gramas. "Após uma ultrassonografia morfológica, meu esposo e eu fomos informados pelo médico de que Sofia estava bem abaixo do peso para a sua idade gestacional", explica.

 

Sibelle Martins, dona de casa de Jaboatão dos Guararapes, mãe de Sophia, teve quadro de pré-eclâmpsia e precisou antecipar o parto. Quando Sophia nasceu, veio a notícia da internação. "Não sabia que ela podia vir antes da hora, não imaginava que ela ficaria numa UTI", lembra. A fisioterapeuta Valdenia Cardoso, também moradora de Jaboatão dos Guararapes, mãe de Sérgio Miguel, teve a gestação interrompida na 32ª semana. "Não tive nenhuma complicação na gestação, minha bolsa estourou naturalmente", explica.

 

Anne Carvalho, funcionária pública moradora de Paulista, estava grávida de gêmeos quando começou a perder líquido amniótico no sexto mês de gestação. Foi necessário antecipar o parto de Joaquim e Antônio. "Os meninos acabaram por nascer prematuros extremos no dia em que completavam 28 semanas", conta.  Infelizmente, Antônio faleceu após uma semana na UTI Neonatal. Joaquim recebeu alta após 72 dias de internação.

 

Duas mães do grupo enfrentaram a UTI Neo duas vezes. Juliana, professora moradora de Igarassu, é mãe de Guilherme, de 4 anos, e de Victor, de 1 ano e sete meses. "Até hoje, as mães são meu apoio para diversas situações. No meu caso, com dois filhos que passaram pela UTI Neo, foi de fundamental importância a troca de carinho e experiência, e força recebida", recorda.

 

Adriana de Sena, enfermeira moradora do Recife, mãe de Yuri, de 4 anos, e de Maria Lara, de 1 ano e 6 meses, também passou pela situação duas vezes. Yuri nasceu com 29 semanas de gestação, devido a uma pré-eclâmpsia. "Ele nasceu prematuro extremo e com baixo peso (908g)", lembra. Já Maria Lara veio no tempo certo, com 38 semanas, mas apresentava um quadro de hipóxia moderada. "Ela nasceu com baixa concentração de oxigênio no sangue devido a um descolamento de placenta e passou nove dias internada na UTI Neo", explica Adriana.

 

A amizade e a união do grupo nasceram logo após os bebês, durante o período de internação no Hospital Esperança Recife. "Nos encontrávamos diariamente na sala de ordenha do hospital, onde havia um anjo chamado Nilda. Era uma técnica em enfermagem do hospital que nos orientava na coleta do leite e sempre nos acolhia com abraços e palavras de conforto", conta Heliane.

 

As mães também se encontravam frequentemente nas refeições, compartilhando suas histórias e reforçando a fé, através da leitura de passagens bíblicas. "Estávamos juntas no desespero do dia a dia e também na vibração pela alegria das menores coisas, como um bebê ter assimilado 1 ml de leite sem retorno na sonda. Para uma mãe de UTI as mínimas coisas são troféus. Descobrimos lá uma força que não imaginávamos ter dentro de nós. Sustentávamos umas às outras e tínhamos um lema: juntas somos mais fortes", recorda Anne.

 

Sibelle lembra como a união do grupo ajudou nos momentos difíceis. "A vida de mãe de UTI não é fácil. Eu sempre via as mães, cada uma com sua dor, cada uma com sua esperança de sair dali com seus bebês nos braços", recorda. Sophia foi a primeira a receber alta da UTI Neo para o apartamento e as outras mães sempre a visitavam.

 

Atualmente, o grupo se comunica diariamente através do WhatsApp e promove encontros constantes entre as mães e as crianças. "Nos conhecemos no período mais delicado de nossas vidas e parece que isso fez e faz nossa amizade ser ainda mais forte. É muito gratificante saber que cada criança cresce e se desenvolve bem", conta Adriana. "Não tenho dúvidas de que a nossa união representa a vitória da vida sobre a fragilidade. Penso que a conquista foi principalmente dos bebês, e nós, como mães, fomos testemunhas dessa vitória", acrescenta Heliane.

 

Diante da experiência, as mães deixam recados para mulheres que estão passando por situações semelhantes. "Quando compartilhamos nossas dores, nosso peso, a vida fica mais leve e a luta se torna menos difícil", observa Anne. "A mensagem que deixo pra uma mãe que hoje está vivendo isso é que tenha paciência, fé e que acreditem seu filho, que está ali lutando pela vida desde tão pequeno", afirma Sibelle.

 

"Em uma UTI Neonatal não há somente angústia, sofrimento e dor. Há também compaixão, altruísmo, dedicação e amor. Amor de pai e de mãe, amor de quem decidiu dedicar a vida a auxiliar e cuidar do próximo. Toda uma equipe profissional está determinada a dar o melhor de si", declara Heliane.

 

Para a médica coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Esperança Recife, dra. Neise Montenegro, a união das mães ajuda na recuperação dos bebês prematuros. "São pessoas que estão passando pela mesma situação e podem compartilhar suas experiências. O bebê reconhece a mãe pela voz. E uma mãe mais fortalecida consegue passar mais tempo na UTI Neo, criando um vínculo maior com o bebê, e é capaz de se doar por mais tempo. Os vínculos estabelecidos mobilizam o estímulo que é transferido ao bebê e também cooperam na produção de leite", explica a médica.

 

Informações
EuroCom

Mariana Araújo

(81) 99994-6386 / mariana@euro.inf.br

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